Yeda Crusius será titular em colegiado responsável pela gestão compartilhada da Federação PSDB-Cidadania

Em entrevista ao programa Bastidores do Poder, com Guilherme Macalossi, na Rádio Bandeirantes de Porto Alegre (RS), a presidente do Secretariado Nacional da Mulher/PSDB, Yeda Crusius, fez uma análise do cenário político para 2022 e das movimentações dentro do PSDB em preparação para a campanha eleitoral.

A tucana é uma das titulares do colegiado formado por 14 integrantes do PSDB e 6 membros do Cidadania que será responsável pela gestão compartilhada da Federação PSDB-Cidadania pelos próximos quatro anos.

Para a presidente do Secretariado Nacional, o PSDB prova ser um partido diferente dos outros ao realizar Prévias Partidárias para o escolher o seu pré-candidato à Presidência da República, tornando público um embate político que costuma ocorrer a portas fechadas.

Respeito ao voto

Yeda Crusius reiterou a posição do PSDB-Mulher de respeito ao resultado das prévias, à democracia e ao voto da maioria de filiadas e filiados, mandatárias e mandatários, que elegeram o ex-governador de São Paulo, João Doria, como o nome do PSDB para a disputa presidencial.

A tucana comparou as Prévias Partidárias a um “contrato registrado”, que deve ser respeitado como tal.

Na avaliação de Yeda, a carta assinada pelo presidente do partido, Bruno Araújo, reafirmando a vontade da maioria dos militantes do partido em ter João Doria como o pré-candidato tucano ao Planalto é um compromisso.

Política não-tradicional

Durante a entrevista, a presidente do Secretariado Nacional da Mulher/PSDB também analisou a resistência de setores da sociedade ao nome de João Doria. Para ela, parte disso se deve ao fato do tucano fazer política de forma não tradicional.

A tucana também citou como exemplo a resistência enfrentada pelos mandatários que, em meio à crise sanitária causada pelo coronavírus, se posicionaram de forma contundente a favor da vida, da ciência e das necessárias medidas de isolamento social para conter a contaminação pelo vírus.

“O meu exemplo é a vacina. Na polarização que nós vivemos no Brasil e no mundo, quem defendeu o isolamento antes de que se pudesse conquistar essa coisa extraordinária que é a vacina ganhou um grau de rejeição de 30% da população. Ele [Doria] defendeu todos os dias, em entrevistas coletivas. Então, ele já começa com 30% de rejeição. Não é porque é do PSDB. É porque a polarização reflete na vida de cada um dos brasileiros e brasileiras, em um ambiente de que ‘se você não está do meu lado, eu te rejeito’. Aquela velha luta entre nós e eles que a gente tem na dicotomia da política extremista, seja de esquerda ou de direita”, ponderou.

“Ele não tem problema nenhum de enfrentar qualquer que seja o desafio. Por exemplo, o desafio dele dizer que, em número um, quer como pré-candidato que as pessoas tenham um emprego. Número dois, que a economia seja uma ferramenta para reduzir a desigualdade social. Por exemplo, a política que ele faz. As políticas públicas para a mulher, eu nunca vi, em nenhuma parte do Brasil e em raros países do mundo. Ele criou hospitais para mulheres, tem delegacias 24 horas espalhadas pelo estado inteiro. A economia é para ele uma ferramenta para reduzir as desigualdades sociais”, completou Yeda Crusius.

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2022-04-05T10:46:26-03:00 5 de abril de 2022|Tags: , , , , |

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