Primeiro comitê virtual da Plataforma Digital do PSDB-Mulher reúne oito deputadas estaduais

Parlamentares de várias regiões do Brasil compartilharam experiências ao vivo com as pré-candidatas

 Nesta segunda-feira (27/07), a Plataforma Digital do PSDB-Mulher 2020 realizou o seu primeiro comitê virtual. O evento, que aconteceu às 20h, contou com a participação de oito das 17 deputadas estaduais do PSDB-Mulher. A presidente Nacional do Segmento, Yeda Crusius, mediou o debate, que superou a marca de 620 visualizações ao final da live. Por 1h40, as tucanas comentaram ações positivas, experiências, dificuldades de campanha e mandato, e a importância de as mulheres participaram da política e terem voz ativa. “Essas mulheres são portadoras de um sucesso raro. Primeiro conseguiram ser candidatas e depois se elegeram. São duas etapas muito difíceis”, afirmou Yeda Crusius.

As parlamentares tucanas que participaram da live foram: Cibele Moura, por Alagoas; Therezinha Ruiz, por Amazonas; Fernanda Pessoa, pelo Ceará; Camila Toscano, pela Paraíba; Zilá Breitenbach, pelo Rio Grande do Sul; Carla Morando, Maria Lúcia Amary e Damaris Moura, por São Paulo. Muitas pré-candidatas de todas as regiões do Brasil assistiram ao vivo o evento e puderam fazer perguntas. Tanguá/RJ, Cerquilho/SP, ​Serra /ES, Guia Lopes da Laguna/MS, Lajeado/RS, São José do Xingu/MT, Mataraca/PB, dentre tantas outras cidades, se fizeram presente.

A deputada mais jovem do Brasil

“Tenho o orgulho de poder representar Alagoas na Assembleia Legislativa como a deputada mais jovem do Brasil – fui eleita aos 21 e hoje tenho 23 anos”, se apresentou Cibele Moura, destacando a sua felicidade em participar do PSDB-Mulher. A deputada compartilhou a história política e os avanços da participação da mulher no seu Estado. “Se já é difícil fazer política no Brasil, imagine em Alagoas, sendo um Estado pequeno e tão sofrido. A primeira mulher eleita em Alagoas, foi eleita há 86 anos. A maior bancada que tínhamos era de três mulheres, há duas legislaturas atrás. Nessa, conseguimos eleger cinco dentre 27 parlamentares. É muito pouco, mas conseguimos ter avanços importantes.”, enfatizou. Cibele destacou que uma de suas bandeiras eleitorais marcantes é a educação. “O meu entusiasmo em defender a participação da mulher é ter essa pauta fortalecida: uma educação plena que atenda a todos”.

Uma professora dedicada

De Amazonas, a deputada estadual Therezinha Ruiz contou um pouco da sua história pessoal para chegar à política. Formou-se como professora, casou cedo, tem quatro filhos e seis netos. Seu esposo, que foi vereador em Itacoatiara/AM, sofreu um acidente e faleceu no mês que iria assumir como deputado estadual. Chegou a ser secretaria municipal por duas vezes. Começou a primeira campanha como deputada estadual, ganhando com 16 mil votos. Foi vereadora, e agora é deputada novamente pelo PSDB-Mulher. “Está sendo uma experiência maravilhosa estar no PSDB. É um partido que abraça as pessoas que tem um grande objetivo e escolhe ser candidata”.

Therezinha enfatizou a importância da mulher em participar da política. “Nossa garganta dói e a gente fica cansada sim. A mulher divide o seu tempo entre casa, campanha, filhos, família, articulações políticas, mas a determinação de cada uma, a confiança que você vai colocar na sua força é muito importante. Espero que todas possam sair candidatas. Continuem nesta luta. Temos muito o que trabalhar”.

Política que vem da família

Ao contar um pouco de sua experiência no Ceará, Fernanda Pessoa, relembrou que cresceu na política. Filha do deputado federal Roberto Pessoa, neta de candidato a prefeito, sobrinha-neta de deputado federal, Fernanda está no seu terceiro mandato como deputada estadual. “Não é fácil, principalmente porque venho de uma família que tem história na política, sempre fazem comparações, mas juntos estamos trabalhando para desenvolver ainda mais o nosso querido estado, e o município de Maracanaú”.

A sua maior bandeira é a luta contra a violência doméstica e o feminicídio. “Precisamos ser a voz das mulheres, que apanham em casa e não tem como fugir da violência, porque não têm pra onde ir. Apesar de todo o machismo na região Nordeste, nós mulheres, juntas, precisamos fazer a diferença na política”, enfatizou Fernanda Pessoa.

Camila Toscano, que é deputada estadual em seu segundo mandato pela Paraíba, também vem de uma família que sempre esteve na política. Seu pai foi deputado estadual por cinco vezes, prefeito três vezes. A mãe também foi prefeita e deputada estadual. “Inevitavelmente, a minha vida inteira eu sempre estive na política. Sempre gostei de política. A vida vai acontecendo e as oportunidades vão surgindo. Abracei a oportunidade, confesso que no começo foi sem pensar muito. Sem imaginar o que eu poderia fazer, onde eu iria chegar. Quando eu entrei, comecei a entender como funcionava. Para chegar onde estou, devo e muito ao nosso partido. O primeiro passo é escolher um partido que lhe dê todo o apoio e que não faça de você uma candidatura laranja. Plataformas como essa, sem sombra de dúvidas, serve de grande aprendizado”, destacou.

A bandeira de Camila é a participação da mulher paraibana na política e a defesa de seus direitos. “Somos apenas 17 deputadas do PSDB no Brasil inteiro, reforça o quanto somos espelhos para as pessoas, e o quanto podemos mudar essa realidade e aumentar o número de mulheres na política.(…) São 35 deputados estaduais e só temos cinco mulheres. Preciso estimular mais a mulheres e tornar esse ambiente mais feminino”.

Lutando contra o medo da urna

No Rio Grande do Sul, Zilá Breitenbach reitera que segue o exemplo de Yeda Crusius. Relembrou que foi professora, e começou na política depois de aposentada. Colocou-se como candidata a prefeita, após vários trabalhos comunitários. Esbarrou em dificuldades por ser mulher e querer fazer política. “Nós planejamos, executamos e trabalhamos sem desanimar. Como aumentar esse número? É buscando mulheres que não tem medo. Não podemos ter medo da urna. Ela é um resultado de um trabalho que deve ser construído ao longo dos anos. Em cima da hora, você não terá uma base de liderança, projetos e bandeiras”, ensina Zilá.

Deputada de quarto mandato, Zilá relembra que assumiu o PSDB-Mulher quando Yeda Crusius era governadora no Rio Grande do Sul. “Vim do interior, com muito medo do que fazer, e tive a coragem daqueles que nos apoiaram. Deu resultado. Fizemos um partido forte”. A deputada tem projetos contra a violência doméstica, mas foca nos projetos que tratam da ficha limpa e de energias renováveis.

Violência política de gênero

Fisioterapeuta de formação, a deputada de São Paulo Carla Morando trabalhou na saúde das mulheres por vários anos. É mãe, esposa de prefeito. Sempre participou das campanhas, mas nunca esteve à frente. Partiu a decisão de se tornar política, quando lidou com as entidades do terceiro setor. “52% no Brasil, são mulheres. Ainda sofremos muita violência política de gênero. Nosso país é o penúltimo em representação no Congresso. Há 20 anos, éramos só 5,7% em cargos de mandato. Hoje, temos uma bancada feminina de 19 mulheres só em São Paulo. Isso é muito significativo. A gente percebe a mudança quando uma mulher entra para a política”.

Primeira mulher a presidir um partido político em Sorocaba/SP, Maria Lúcia Amary é deputada estadual em seu quinto mandato. Atualmente preside a comissão de ética e decoro parlamentar e é vice-presidente da comissão que trata de Fake News. Foi a primeira mulher a ocupar a vice-presidência da Assembleia Legislativa depois de mais de 150 anos. “Política não é feita para gente covarde. Temos que ter coragem para enfrentar as situações que passamos no dia-a-dia. É preciso se preparar.(…) Só nós somos capazes de ter a sensibilidade de fazer leis que garantam os direitos das nossas mulheres, de forma que elas possam avançar cada vez mais”, afirmou Maria Lúcia, exemplificando com um caso pessoal uma situação atual de violência política de gênero. “Não vamos permitir que essa agressividade possa continuar dentro do nosso país. Sejamos pacificadoras e articuladoras, mas na hora da linha de frente, sejamos corajosas e inspiradoras”.

Última parlamentar a falar, Damaris Moura, se sentiu inspirada pelas demais palestrantes, relembrando sua trajetória até chegar à política. “Sou baiana, mas São Paulo é parte da minha existência. Sou advogada, minha primeira formação foi Letras. Fui professora de língua portuguesa. Na minha vida, nunca houve um encaminhamento claro para que eu me tornasse uma mulher pública. Me especializei em direitos fundamentais. Atendi, de forma voluntária, indivíduos que não tinham mais condições de acessar o Direito e a Justiça, de reagir à violência, à injustiça, à intolerância. São experiências duras”, relembrou.

Hoje, Damaris atua contra intolerância religiosa, violência sexual infantil e violência contra a mulher. “É muito desafiador para nós, mulheres que temos carreira e nossas famílias, aceitar o desafio da política. Eu tinha filho pequeno, quando fui convidada à política. Foi uma oportunidade muito significativa para mim. Não é simples. Somos esposas, donas de casa, temos atividades religiosas e profissionais. São tantos os desafios. Estamos sobrecarregadas, especialmente agora na pandemia. Por outro lado, temos uma devoção pessoal incomparável. Temos sensibilidade e capacidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo e isso nos diferencia e nos faz ser gigantes. Que nós mulheres, sejamos agora e sempre, sementes de uma nova floração”, finalizou.

Capacitação das mulheres para a política

A presidente destacou que há 21 anos o PSDB capacita mulheres para a política. Reiterou o convite para todos participarem do curso de capacitação atual, em formato EAD, por meio da Plataforma Digital do PSDB-Mulher 2020. O lançamento do curso está agendado para a próxima sexta-feira (30/07) às 11h. Também já está agendado o próximo comitê virtual, para o dia 10 de agosto, com a segunda rodada de debates e mais oito parlamentares.

Perdeu a live? Não tem problema. Acesse https://youtu.be/ciNxglNLR4Y  e assista novamente este evento! Cadastre-se no curso de capacitação por meio do link www.plataformapsdbmulher2020.com.br.

 

Fonte: Do Jornal da Plataforma Digital PSDB-Mulher 2020

Data da Notícia: 28/07/2020

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