O meu voto

Foto: George Gianni

1. Sim ao relatório do Dep. Paulo Abi-Ackel (link no site da Câmera Federal).

2. Não ao retrocesso democrático. O desastre dos governos do PT cobra um imenso preço ao país, e a aventura de retirar o presidente sem sucessor eleito pode levar ao fortalecimento dos responsáveis pelo desastre. Aventura é afastar o presidente em exercício sem a menor segurança de que a crise será a prioridade a ser perseguida pelo sucessor, ou qual sua qualificação para a função. Aponta-se já um acordo do possível sucessor com o PT e o PCdB, e a Rede Globo. Para que, a quem serve? A Venezuela, já como ditadura e em verdadeira guerra civil, está tendo o apoio explícito e público desses dois partidos. Inaceitável. Perigoso.

3. Sim à investigação, a todas as investigações, que Temer deverá responder quando perder o foro privilegiado em 2018, e apoio à Lava Jato. Sim ao combate à corrupção sempre. Minha vida é um relato desse compromisso permanente. Não há porque mudar logo agora que temos o avanço da Lava Jato para auxiliar a conquistarmos, nós e o povo nas ruas, o que ele tem pedido. Combater a corrupção é também impedir o retorno do PT, comandante da ORCRIM, ao poder, exigindo que o PSDB se oxigene, democratize, e construa um projeto alternativo para o país, para fazer as transformações que já foi capaz de conduzir, como o Plano Real.

4. Sim à transparência, à recuperação da economia, do emprego, à redução dos juros e da inflação, à reconquista da confiança. Sim à continuidade das reformas, compromisso de Temer. Em 2017, contando com a competente relatoria do Dep. Rogério Marinho (PSDB/RN) foi aprovada a Reforma Trabalhista, que coloca o país do trabalho no século XXI e garante o aumento no emprego formal, quando contamos com 44 milhões de pessoas em idade ativa vivendo no mercado informal e 14 milhões de desempregados buscando emprego. O compromisso agora é com a Reforma Tributária, é também com a Reforma Política e com uma Reforma Previdenciária melhorada em relação ao projeto atual.

É a minha obrigação. É a minha luta. Como Ministra de Itamar, como Deputada Federal de 1995 a 2006, como Governadora do Déficit Zero de 2007 a 2010, e como Deputada Federal desde 2017, tenho uma história registrada de coerência e de lealdade aos valores que professo. Muito mais fácil seria bradar Fora PT, Fora Dilma, Fora Temer, fora todos, como se fosse possível mudando todos colher já uma sociedade mais livre e justa. Como democrata responsável, assumo o caminho mais difícil para ir construindo a mudança com a sociedade que temos, a via mais fácil quase nunca é a correta. Por um Brasil mais justo e verdadeiro, renovado pelo voto em 2018.

Por Yeda Crusius
Data: 07/08/2017

2017-08-07T12:21:19-03:00 7 de agosto de 2017|Tags: , , , , |

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