Forças Armadas

O corte de verbas que o governo federal vem fazendo piora ainda mais a situação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. As Forças Armadas correm o risco de ficar sem dinheiro em setembro. Nos últimos anos, a redução foi de 44,5%. Desde 2012, os recursos “discricionários” caíram de R$ 17,5 bilhões para R$ 9,7 bilhões. Os valores não incluem gastos obrigatórios com alimentação, salários e saúde dos militares.

Risco de colapso

Se não houver liberação de mais verba, o plano é reduzir expediente e antecipar a baixa dos recrutas. Atualmente, já há substituição do quadro de efetivos por temporários para reduzir o custo previdenciário. Integrantes do Alto Comando do Exército, Marinha e Aeronáutica avaliam que há um risco de “colapso”. – Jornal do Comércio

Tesouro pertence a todos

Na avaliação da deputada federal Yeda Crusius (PSDB), com a experiência de ex-governadora do Rio Grande do Sul, onde a presença do Exército é muito forte por causa das fronteiras, “se pegar um item isolado, como Forças Armadas, aparece imediatamente a gravidade da situação”. O orçamento já é tão restrito para os serviços públicos que qualquer corte afeta o que já tem sido feito. Na verdade, argumenta a deputada, “o dinheiro é pouco. Então, tem se feito menos do que poderia fazer, no caso das Forças Armadas, do que se tivesse melhor orçamento”. Segundo Yeda Crusius, “o que não se pode aceitar é a ideia de que cabe cortes apenas no Executivo. Os serviços públicos são do Executivo, como saúde, meio ambiente, desenvolvimento, tudo isso. Enquanto que só cresce o orçamento devido aos outros Poderes. Então aí é que está o erro, o cuidado com o Tesouro Nacional pertence a todos os Poderes”.

Data da Nota: 14/08/17
Fonte:  Jornal do Comércio  – Coluna Edgar Lisboa

2017-08-16T11:22:42-03:00 15 de agosto de 2017|Tags: , , , , |

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