“2020 foi um ano que causou”, diz Yeda Crusius

Na opinião da ex-governadora gaúcha, “neste ano vivenciamos uma coisa rara de acontecer, quando o universo inteiro foi levado a falar da mesma coisa, a pensar nas mesmas coisas, se surpreender com as mesmas coisas.” Criticou o governo Jair Bolsonaro “por falta de planejamento”. Disse que para 2022, o candidato deverá ser de centro. Defendeu uma mulher no Palácio do Planalto, no próximo governo.

A cara da morte

Para a líder tucana, “2020 foi realmente um ano que causou, um ano que se fez acontecer. Agora, esse fez acontecer, apresentou a cara da morte para todo mundo e alguns viram de costas. São os negacionistas, já “os outros encaram a morte. Está lá, acontece em todo lugar, em todo o canto, foi um ano que se deixou marcar por uma coisa muito mais forte que a pessoa, que o ser humano. E de certa maneira de todas as organizações”.

Instituições em cheque

Na avaliação de Yeda Crusius, “as instituições, em todo mundo” se viram em cheque. E todos começaram a se questionar: agora, eu avanço, eu sou autoritário, a vacina vai ser obrigatória? Deixo a vacina, não deixo a vacina? Foi um ano que espero ele consiga ser percebido. Ensinar ele quer ensinar, aprende quem quer aprender? O processo é de ensino e de aprendizagem”.

Muita gente aprendeu

No entendimento de Yeda, muita gente aprendeu, tanto é que se vê a produção de livros novos livros, novos lançamentos, mesmo que seja da forma virtual, todo mundo pensando em se comunicar pelo modo virtual.

Pequenez do ser humano

Para a presidente do PSDB Mulher, “o modo virtual não comunica, ele é mecânico, é uma máquina. Ele comunica o ser humano, mas só se comunica interagindo”. Segundo ela, “todo mundo teve que aprender a tecnologia, alguns aprenderam outros não, que é a comunicação da tecnologia virtual, substituindo, o que fazia antes, pelo modo virtual, isso vai deixar consequência. Quais? “ nós temos que ver.”  Para a ex-governadora, 2020 mostrou a pequenez do ser humano em muitos casos a pequenez das organizações sociais”.

Avaliação do governo Bolsonaro

Na opinião da ex-governadora e ex-ministra do Planejamento, Yeda Crusius, o presidente Jair Bolsonaro se elegeu, “no ano da facada”. Na avaliação de Yeda, “não se esperava muita coisa pois, nem ele se propôs, o Bolsonaro não tinha um planejamento, um objetivo, não tinhas metas a alcançar. Esquece, ele nunca prometeu isso.”

Ano da facada e do vírus

Na opinião da tucana, “se foi o ano da facada, também foi o ano do vírus. Aí, o governo Bolsonaro, mostrou a cara completamente. Se antes, antecedia o que era o Governo Bolsonaro, consulta a pessoas envolvidas, estudiosos, políticos, empregados do governo, prefeitos, se antes era uma camada pequena, agora, se percebeu o que sai disso? Um governo baseado num mito que nasceu sabe lá por que? mas foi um mito.”

Um governo de cópia

Na análise da líder tucana, “na onda lá do Wladimir Putim, que é, na verdade, o redentor da Eurásia, é tudo junto:  Governo, Economia e Religião. Foi assim que Putin se fez; a religião eu escolho e o governo que não tem que dar explicações para ninguém e nem tem responsabilidade perante a ética, perante o construir”. Diziam que era um Trump, lembra Yeda Crusius, que ressalta: “não ele é muito mais, a promessa do Putim, que é uma promessa populista, em primeiro lugar. Aqui a sociedade não aceita isso, como a sociedade americana não aceitou o Trump.

Governo de quatro anos

O governo Bolsonaro “é uma coisa para quatro anos, porque ele não vai mudar”.  Destacou: “é para quatro anos, é um governo de cópia, copiando baseado numa coisa que não existe, que é o mito”.

Segundo Yeda, “não espere mudanças. Ele não veio para isso, nem prometeu. Não espere nada disso. É o poder pelo poder e a tentativa de se perpetuar no poder”, enfatizou.

Futuro é passado

O mundo está dividido entre uma direita que é extrema e uma esquerda, avalia a ex-governadora do Rio Grande do Sul. Para ela, vai ter que se pensar, nestes dois aos, na possibilidade de construir uma alternativa que seja aquela que diga: “olha, é uma alternativa de centro, democrático, que diz o que vai fazer, é um futuro que se pensa construir porque para o Trump, Bolsonaro e Putin, futuro não existe. Futuro é passado”.

Futuro será opção de centro

“A sociedade que vai dizer. Eu quero um futuro. Se ela quiser um futuro ela vai optar pelo centro.

Candidato com esse perfil está tentando aparecer desde o tempo da Dilma. Dilma ganhou, tentou construir, mas em 2018 foi dizimado o centro”, afirmou.

Continuando em sua análise, Yeda Crusius disse que o que não foi dizimado, aquilo que é chamado de Centrão, populismo, apropriação de Estado, muita coisa ligada com corrupção, isso continua.”

Tomando consciência

Para Yeda, “a sociedade haverá de perceber por causa da liberdade que tem o smartfone, que as pessoas vão tomando consciência, muitas tomaram consciência com a pandemia.

“O Bolsonaro ganhou com os votos dele, da direita mais radical e com os votos antipetistas que causaram um estrago, neste país, sem tamanho”, frisou a presidente do PSDB Mulher.

Mulher no Palácio do Planalto

Questionada sobre nomes, de mulheres, para se credenciar para disputar o Palácio do Planalto, Yeda Crusius respondeu que está olhando as mulheres, agora, no momento atual, mas o mundo se transforma muito rapidamente. Por isso, como diz a Band, tudo pode mudar.

Força própria

As que existem, agora, nenhuma deve fechar a porta, aconselha. “Normalmente se escolhe uma pessoa mais ordenada, que sabe comunicar, centrada, que tenha força própria, e que não seja poste de ninguém”. A partir daí, “olho para o Congresso Nacional e, hoje, não vejo essas mais jovens, que tenha força própria”.

Um nome forte

Observando assim, pontua Yeda Crusius, “quem sabe a Simone Tebet, se ela se eleja presidente do Senado. Não digo que essa seja a pessoa, ela é o perfil, vem de uma família de bons políticos, ela tem voto próprio, ela é educada, ela é bonita, ela é jovem, ela tem o perfil de líder para construir um futuro”, avaliou. “De passado nós estamos cansados”, concluiu.

Fonte: Repórter Brasília – Por Edgar Lisboa
Data da Notícia: 28/12/2020

2021-06-05T22:59:28-03:00 28 de dezembro de 2020|Tags: , , , , , |

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