Adesão do Estado ao RRF é ‘absolutamente fundamental’, avalia Yeda Crusius

Foto: Claiton Dornelles/JC

REESTRUTURAÇÃO DO ESTADO

A deputada federal Yeda Crusis (PSDB) entende que a Assembleia Legislativa deve se sentir responsável pela situação financeira do Estado, e entende que os parlamentares gaúchos devem aprovar a adesão do Rio Grande do Sul ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) com a União. “A bola está com a Assembleia. Espero que a confluência de ações tornem a responsabilidade pelo ajuste (financeiro) de todos, não só do Executivo”, defende.

A deputada também repercutiu recentes declarações do prefeito de Porto Alegre e correligionário Nelson Marchezan Júnior, que criticou a atuação dos parlamentares. “Creio que é mais a maneira de falar. Ele foi um parlamentar de opinião, muitas vezes divergiu do partido. Sabe o quanto é importante esse poder”, disse.

Yeda, que assumiu o mandato na Câmara dos Deputados com a saída de Marchezan, elogiou a atuação do colega no Executivo municipal. “Gostei muito do que ele criou esse mês, o gabinete de gestão, que reúne todo mundo. Ali é que se resolvem as questões internas, inclusive de relações institucionais com o Legislativo”.

Yeda esteve no Jornal do Comércio para divulgar evento da Frente Parlamentar Mista de Prevenção à Violência, da qual é presidente, e foi recebida pelo diretor de Operações do JC, Giovani Tumelero. A audiência pública Experiências no Rio Grande do Sul: Prevenção da Violência será realizada no dia 4 de dezembro no plenarinho da Assembleia Legislativa.

Instalada em agosto deste ano, a Frente pretende reunir temas relacionados à violência tratados em diferentes comissões na Câmara dos Deputados e no Senado, para, somados a experiências de estados e municípios e da sociedade civil, elaborar um Plano Nacional de Prevenção à Violência, a exemplo do programa praticado por Yeda quando governadora do Rio Grande do Sul (2007-2010).

A proposta é realizar audiências em todas as regiões do País até junho do próximo ano, quando o trabalho será apresentado ao governo federal. A deputada salienta que, para que as discussões possam ser transformadas em ações, o plano “tem que virar lei, com orçamentação”, para que atenda aos estados e municípios.

Reportagem: Por Bruna Suptitz
Fonte: Jornal do Comércio

Data da Notícia: 27/11/17

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